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  Tabagismo e câncer de pulmão

A causa mais comum de morte por câncer no mundo é o câncer de pulmão, com uma taxa de mortalidade estimada para 2008 de 162 mil vidas só nos Estados Unidos. No Brasil, o câncer de pulmão também é a primeira causa de morte por câncer em homens e a segunda em mulheres.

Fatores de risco

Apesar das inúmeras campanhas de prevenção e de controle do tabagismo, a incidência permanece elevada. Segundo Selmo Minucelli, oncologista da DASA, o mais importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão é o consumo de tabaco. Estudos apontam como outros fatores de risco para o câncer de pulmão exposição ao asbesto, fumo passivo (conviver com fumantes), gás radioativo radônio, poluição do ar, assim como infecções pulmonares de repetição, predisposição genética, dentre outros.

O especialista revela que o câncer de pulmão apresenta vários sintomas, mas o principal problema é que muitos deles só aparecem quando a doença já está numa fase avançada. “Desta forma, sintomas como tosse persistente ou que vem piorando com o tempo, dor no peito constante, escarro com sangue, perda de fôlego, chiado ou rouquidão, pneumonia ou bronquite recorrente, inchaço em face e pescoço, perda do apetite ou perda de peso e cansaço devem alertar para a procura de um médico para investigação”, diz Minucelli.

Prevenção

Para o oncologista, possivelmente o mais eficiente método de reduzir a mortalidade por câncer de pulmão é evitar que ele ocorra. “Combater o tabagismo seria a estratégia primordial. As principais ações seriam impedir que pessoas iniciem o vício e ajudar os fumantes a abandonar o tabagismo”, destaca.

Minucelli reforça que campanhas e leis intensivas devem alertar a população e informar sobre os perigos do cigarro, além de restringir o acesso e a disponibilidade dos derivados do tabaco. Ao mesmo tempo, o tabagismo deve ser considerado uma doença e ser tratado de forma mais eficaz. “Estes programas certamente poderão reduzir a incidência e a mortalidade de doenças relacionadas ao tabaco, incluindo o câncer de pulmão, principalmente nas décadas futuras”, finaliza o médico.

 
 

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